Rádio Som de Deus



Lançado em: 21-02-2019

Deus é sempre misericordioso!

Meus queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o sétimo domingo do Tempo Comum. Como falamos em outras reflexões, esse Tempo Litúrgico nos propõe temáticas que ajudam a vivenciar a fé que professamos. Hoje, lembra-nos da necessidade de sermos misericordiosos à imagem do Pai que é misericordioso.

Atualmente, a nossa sociedade está cheia de exigências e egoísta, inclusive com as coisas de Deus. Há quem diga que a sociedade de hoje está chata. Chata, porque não se compadece das necessidades dos outros. Chata, porque só pensa em si mesma. Chata, porque quer tudo de imediato e por tantos outros motivos.

A Liturgia da Palavra desse domingo nos exorta a sermos o contrário disso. Nos chama a atenção para a necessidade de vivenciarmos a experiência da paciência, prudência, perdão, misericórdia ou seja, o amor. Amar as pessoas, inclusive àquelas que não gostam de nós e/ou não nos querem bem.

Na primeira leitura, extraída do primeiro livro de Samuel (1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23), é relatado o momento em que Davi e seus companheiros vão ao acampamento do rei Saul e o encontram rodeado de guardas. Davi está diante de seu inimigo, Saul, e tem a oportunidade de matá-lo. Abisai, companheiro de Davi, está disposto a cravar uma lança no peito de Saul, contudo, Davi não permite. Davi estava sendo perseguido por Saul e, por isso, do ponto de vista humano, tinha todos os motivos para ceifar a vida de Saul. Por ironia do destino, como popularmente dizemos, Saul “cai” nas mãos de Davi. Porém, Davi é justo, age segundo a vontade de Deus, pois, Saul é um ungido, rei estabelecido por Deus (cf. 1Sm 10,1ss).

Na segunda leitura, extraída da primeira carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,45-49), Paulo exorta à comunidade de Corinto que a ressurreição de Cristo é a esperança dos homens. Fala-lhes isso por causa dos questionamentos que faziam a respeito da ressurreição (cf. 1Cor 15,35). Paulo mostra a misericórdia do Senhor, para cada um de nós, através de dois exemplos. Primeiro, relembra a figura de Adão como aquele que nasceu do pó e pereceu na mortalidade, voltando ao pó. Segundo, apresenta Cristo como aquele que, diferente de Adão, vem do céu, encarna-se, assumindo a humanidade, para que a humanidade n’Ele ressurja com a vida eterna.

No evangelho, extraído do evangelista São Lucas (Lc 6,27-38), Jesus, ainda no sermão da Planície (iniciado no domingo passado), fala à multidão da necessidade de amar uns aos outros, mas sobretudo, aos inimigos. Ele ensina o modo de viver no Reino de Deus (“amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam [...] sede misericordiosos, como Pai é misericordioso” [v.27-28.36]).

A liturgia da Palavra de hoje nos faz um convite a exercemos a misericórdia que provém de Deus, imitando-O. E o faz a partir de três exemplos: a) mesmo diante das adversidades da vida, onde tudo leva-nos a não exercer a misericórdia para com o outro, devemos lembrar que diante de nós existe uma pessoa, imagem e semelhança de Deus, necessitada do perdão [primeira leitura]; b) somos incorporados a Cristo. Contudo, se verdadeiramente o somos, devemos imitar os seus gestos, palavras e ações, pois “como já refletimos a imagem do homem terrestre refletiremos a imagem do homem celeste” [segunda leitura]; c) o exercício da misericórdia não deve estar restrito somente àquelas pessoas que são próximas de nós, pelo contrário, deve chegar também àquelas que não nos querem bem, pois “até os pecadores amam aqueles que o amam” [evangelho].

Portanto, a Liturgia da Palavra de hoje lembra a todos nós que devemos amar e ser misericordiosos uns para com os outros, mesmo quando a sociedade seja cheia de exigências, chata e egoísta. Somos convidados a sermos sinais da misericórdia de Deus para todos as pessoas, inclusive para aquelas que só nos fazem o mal. Peçamos ao Senhor a graça de conhecer sempre o que é reto, realizar a Sua vontade em nossas palavras e ações, sendo misericordiosos como o Pai é misericordioso, pois o Senhor é bondoso e compassivo (salmo responsorial).

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira

Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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