Rádio Som de Deus



Lançado em: 08-06-2019

​​​​​​​Alegrai-vos! Desce sobre vós o Paráclito!

 

Meus irmãos e irmãs, celebramos hoje a solenidade de Pentecostes quando encerraremos o tempo da Páscoa. No último domingo, solenidade da Ascensão, Jesus sobe aos céus e promete aos discípulos que será enviado o Espírito Santo (o Paráclito ou Defensor) sobre eles. Na celebração de hoje, encerrando o tempo pascal, apagamos o Círio Pascal, sinal do Cristo ressuscitado e, com o auxílio do Espírito de Deus, acendemos em nós a chama sagrada do amor, da fé, esperança e caridade.

A Liturgia da Palavra de hoje mostra a aparição de Jesus aos seus apóstolos, depois de ascender aos céus, deixando-lhes a paz e dando-lhes a graça do Espírito Santo.

A aparição de Jesus é concretizada com o cumprimento da promessa do envio do Espírito Santo. “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhe serão retidos”, essa fala de Jesus, no evangelho de hoje, ajudar-nos-á compreender a mensagem da Liturgia da Palavra. Por isso, iniciaremos a nossa reflexão hoje, de forma especial, pelo Evangelho de são João (Jo 20,19-23), onde o evangelista nos fala que no primeiro dia da semana, Jesus aparece aos discípulos que estavam reunidos, às portas fechadas, pois tinham medo dos judeus, e lhes deseja a paz duas vezes. Na primeira, os envia em missão, porém não deixa que vão sozinhos, mas lhes dá, com um sopro, o Espírito Santo. Esse trecho do evangelho refletiremos em três partes:

Na primeira parte, Jesus aparece no primeiro dia da semana, a uma comunidade que está com medo, pois não tem a sua presença. Pois, se esqueceram da promessa: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).

Na segunda parte, Jesus deseja-lhes a paz. Ele é o príncipe da paz (lembre: “pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz” [Is 9,5-6]). Por duas vezes, deseja a paz. Desejando a primeira vez, coloca um ponto final no medo dos discípulos e na segunda, os envia em missão.

Na terceira parte, sopra sobre eles o Espírito Santo. Na criação, Deus “formou o ser humano com o pó do solo, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida, e ele tornou-se um ser vivente” (Gn 2,7). Jesus sopra o Espírito que dá a vida, anima e sustenta a missão dos discípulos. Inspirados pelo Espírito de Deus, eles vão a toda parte, anunciando o Reino de Deus e perdoando os pecados.

Na primeira leitura, extraída do livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11), Lucas nos relata, de maneira diferente, o envio do Espírito Santo sobre os discípulos que estavam reunidos. Refletiremos alguns detalhes que não encontramos na narrativa do evangelho. Primeiro, a teofania de Deus. Essa se dá pelos fenômenos naturais “de repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam” (lembre: “o Deus glorioso troveja [...]. A voz do Senhor se faz ouvir com força [...]. A voz do Senhor corta os cedros [...] [Sl 29,4ss]). Segundo, a graça do Espírito não tem limites. Quando receberam o Espírito Santo, “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava” (v.4).

Na segunda leitura, extraída da primeira carta de são Paulo aos Coríntios (1Cor 12,3b-7.12-13), são Paulo alerta à comunidade de Corinto que o ministério apostólico é obra do Espírito e, assim sendo, no seio da comunidade, há diversidade de dons, contudo, o Espírito que anima os dons e talentos é o mesmo: o Espírito de Deus. Paulo lembra aos membros da comunidade que precisam entender que o Espírito Santo age em benefício da comunhão da mesma, que, assim, deve assemelhar-se à imagem de um corpo que tem muitos membros, mas formam um só corpo. Esse é a comunidade. A cabeça é Cristo e os membros da comunidade, animados pelo Espírito de Deus, formam, na diversidade de dons e talentos, esse corpo místico, a Igreja.

Portanto, a Liturgia da Palavra nos convida a estar reunidos em comunidade, na certeza e esperança de que Cristo está no meio de nós, desejando-nos a paz, enviando-nos em missão e dando-nos o Espírito Santo, para animar a Boa Nova que anunciamos [evangelho]. Precisamos nos abrir à graça do Espírito, tendo a certeza de que Ele nos inspirará. Não podemos esquecer: “não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós” (Mt 10,19) [primeira leitura]. Animados pelo Espírito Santo, temos a consciência de que fazemos parte de um corpo, isto é, a Igreja, que tem Cristo como cabeça e nós, na diversidade de dons e talentos, como membros que estão unidos à cabeça [segunda leitura].

“Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! [...] Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons” [sequência].

Peçamos a Deus a graça de que pelo mistério da solenidade de Pentecostes, santifique a Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramando por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo, realizando em nossos corações, as maravilhas operadas, enviando o vosso Espírito [salmo responsorial].

Amém!!

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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